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Press-release // Conectividade sobre rodas pode trazer uma derrapagem indesejada para inúmeras empresas e automobilistas portugueses…

Com o expoMECÂNICA - 4.ºSalão de Equipamentos, Serviços e Peças Auto à porta, e os operadores do aftermarket automóvel concentrados na estratégia que colocarão em marcha no seu evento nacional de referência, há uma temática tecnológica a impor-se no setor do pós-venda ao ponto de ameaçar a sobrevivência de incontáveis empresas e a afetar os direitos dos consumidores. De escala global, mas com preocupantes reflexos nacionais, a conectividade sobre rodas é o assunto do momento e merecerá debate no certame, na EXPONOR, de 7 a 9 de abril. O acontecimento conta com 162 expositores e espera receber mais de 12 mil visitantes profissionais.

«Na verdade, o impacto vai ser enorme» e «dificilmente hoje é possível quantificar apropriadamente» as imparáveis alterações em curso. Certo, certo é que a «revolução da telemática» que está a atravessar o panorama automóvel mundial «irá transformar fortemente o negócio» do designado aftermarket.

As palavras, que têm em mente milhares de micro e pequenas e médias empresas em território nacional, são de Joaquim Candeias, presidente da Divisão do Comércio Independente de Peças (DPAI) da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) e um dos diretores da federação internacional (a FIGIEFA) que é interlocutora política em Bruxelas dos distribuidores do setor, em representação de mais de 20 países.

Tudo porque o admirável mundo novo da conectividade digital ao volante, que não conhece fronteiras, está trazer enormes desafios não só à configuração do modelo de negócio do pós-venda (sobretudo à sobrevivência dos que operam no mercado independente de reparação e manutenção, e dependem do comércio de produtos e serviços correlacionados), mas também aos direitos dos automobilistas proprietários. É que os seus interesses poderão não estar a ser devidamente colocados no centro do debate, segundo alerta uma coligação internacional de distribuidores de peças, revendedores, empresas de leasing, renting, seguradoras e consumidores.

Deste grupo fazem parte a FIA – Federação Internacional do Automóvel, a FIGIEFA – Federação Internacional de Distribuidores Independentes de Peças de Automóveis, a ADPA – Associação Europeia de Editores Independentes de Dados Automóveis, a CECRA – Conselho Europeu para a Comercialização e Reparação Automóvel, a EGEA - Associação Europeia de Oficinas e Equipamentos de Teste, a Insurance Europe – Federação Europeia de Seguros e Resseguros e a Leaseurope – Federação Europeia de Associações de Empresas de Leasing e Renting.

Movem-se contra a proposta da ACEA – Associação Europeia de Construtores Automóveis e da CLEPA – Associação Europeia dos Fabricantes de Componentes para Automóveis, que está em cima da mesa decisória.

Muitas indefinições…

O conhecimento em tempo real dos dados informáticos gerados pelos automóveis conectados digitalmente é, mais do que um poder, uma infindável autoestrada que envolverá futuramente muitos, mas mesmo muitos, milhões de euros em oportunidades de negócio.

Ora, o pós-venda independente assegura que a plataforma de acesso à informação eletrónica apresentada pelos fabricantes de veículos e seus parceiros fornecedores de equipamento os privilegia de tal forma que é uma forte ameaça à competitividade, inovação e livre escolha do consumidor da era digital. Mais: que coloca em risco o direito dos automobilistas a decidir quem deve aceder aos dados em questão e para que fins. Defendem, por isso, uma nomenclatura técnica (aberta, interoperável, padronizada e segura) de acesso comum, em igualdade de circunstâncias, quer através de interfaces físicas quer digitais.

«Ainda não está convenientemente definido como será o acesso e respetivo mapeamento de dados dos diferentes níveis de informação gerada pelos futuros veículos comunicantes. Neste momento, apenas está decidido que os futuros veículos comunicantes não irão privilegiar o acesso direto à informação através de uma ficha OBD (Dongle, confirma Joaquim Candeias.

Segundo este diretor da Federação Internacional de Distribuidores Independentes de Peças de Automóveis, «a FIGIEFA está totalmente empenhada em defender junto do Parlamento Europeu o acesso em igual condição, quer para os OES/OEM [fabricantes/fornecedores de equipamento] quer para o IAM [aftermarket independente], trazendo assim total transparência e opção de escolha para o consumidor final, quando este necessitar de ter uma intervenção no seu veículo. Assim, todos os players estarão salvaguardados e a concorrência continuará a ser livre, clara e aberta. Penso que não será uma preocupação, pois o Parlamento Europeu não legisla a favor de setores económicos, mas sim a favor do consumidor final».

… uma certeza e dois debates em plena feira

O impacto deste dossiê começa agora a sair dos bastidores e a movimentar o tecido empresarial, inclusive português, pois, também por cá, «tudo irá ser diferente», avisa o diretor da ACAP e FIGIEFA. E diferente implica «índices de fidelização mais marcantes, maior concentração de negócios ou estratégias conjuntas, e mais profissionalismo no setor».

A problemática será, por isso, um dos temas de destaque no programa de conferências do expoMECÂNICA - 4.ºSalão de Equipamentos, Serviços e Peças Auto, a decorrer na EXPONOR – Feira Internacional do Porto, de 7 a 9 de abril, numa organização da KiKai Eventos.

O palco de eleição para o efeito é o Plateau TV, o espaço que, na galeria circular à entrada da feira, o “Jornal das Oficinas” transformará em estúdio de televisão (a transmitir em live streaming). Pela iniciativa passarão mais de 25 protagonistas e especialistas do setor, numa abordagem segmentada da atualidade.

“Que alterações trarão os veículos comunicantes para as oficinas?” é precisamente o mote da mesa-redonda do dia 8 (sábado), das 16 às 17 horas. Miguel Costa, diretor de Compras e Marketing da Norauto Portugal, Fernando Amaral, CEO do grupo Sendys, Pedro Proença, diretor Comercial e de Marketing da Create Business e Raquel Marinho, Trade Marketeer da rede Bosch Car Service Portugal, explicarão o que está em causa e como a atividade deve adaptar-se às novas tecnologias.

Os desafios e as oportunidades que a distribuição de peças e as oficinas vão enfrentar estarão igualmente em bolandas no dia 7 (sexta-feira), no mesmo local e horário. Miguel Melo, administrador da MCoutinho Peças/AZ Auto, Joaquim Candeias, presidente da DPAI da ACAP, José Pires, administrador da Krautli Portugal, e António Mateus, responsável da TMD Friction em Portugal, são os oradores previstos para explicar Que mudanças enfrenta a distribuição de peças no aftermarket?”.

União é a fórmula

Mas, estarão as empresas lusas a perceber o impacto que se avizinha e a planificar a mudança trazida pelos veículos comunicantes? Joaquim Candeias, em jeito de antecipação, torce o nariz: «Apenas nos é possível sensibilizar as empresas nacionais do aftermarket independente das potenciais alterações ou impactos, sugerindo que as mesmas se preparem de um modo mais esclarecido, com apetência à mudança, e numa perspetiva empreendedora. Infelizmente, ainda vemos hoje em dia uma elevada mentalidade individualista no nosso setor. Há uma grande resistência à mudança, e estes tempos modernos são totalmente virados para a comunicação e partilha de informação. Assim, penso que, com esta postura, as empresas nacionais irão viver momentos bem complicados num futuro próximo…».

Porque não consegue «ver uma empresa isolada a ter a capacidade, por si só, em investir e criar a estrutura necessária para se adaptar devidamente» ao modelo de negócio dos futuros carros comunicantes, pois trata-se de um caminho com «um peso muito considerável e de longa amortização»,o responsável da ACAP aponta um trilho possível: «Têm que se unir em volta de projetos ou estratégias que lhes criem as condições de acesso à informação e, consequentemente, ao desenvolvimento da sua própria atividade».

Tal percurso «é possível com a partilha de custos no investimento e, depois, trabalhando a possibilidade de desenvolverem os seus próprios negócios com pequenas variantes, que, certamente, farão a diferença no mercado onde estarão inseridos», sustenta Joaquim Candeias.

expoMECÂNICA voltou a crescer

E de união se trata, de facto, no expoMECÂNICA, porventura o momento que maior número de negócios concentra e potencia no pós-venda automóvel português, em apenas três dias.

A 4.ª edição, que congregará 162 operadores, voltou a crescer. «Não conseguimos ultrapassar o número absoluto dos 168 expositores do ano passado porque foram vários a solicitar aumento de área nos respetivos stands – um sinal de satisfação com o evento. No entanto, com alguma arte e engenho, conseguimos aumentar em 8,2% a área expositiva líquida, face a 2016», refere José Manuel Costa, diretor da KiKai, que espera mais de 12.000 visitantes no acontecimento.

O Salão aglutina-se em volta de cinco grandes eixos do aftermarket (Peças e Sistemas, Tecnologias de Informação e Gestão, Estações de Serviço e Lavagem, Reparação e Manutenção, e, por último, Acessórios e Customização), e terá a servi-lo duas plataformas recetoras e emissoras de conhecimento no setor: o espaço DEMOTEC by Schaeffler – Espaço de Demonstração e o ciclo de palestras expoTALKS by TecWash/Revista Pós-Venda. São, ainda, várias as entidades participantes a desenvolver durante os três dias iniciativas complementares à mostra (ver programas detalhados de todas as atividades paralelas em www.expomecanica.pt).

Síntese:

expoMECÂNICA 2017 – 4.º Salão de Equipamentos, Serviços e Peças Auto

Organização: KiKai Eventos

Data: de 7 a 9 de abril

Local: EXPONOR – Feira Internacional do Porto, Pavilhão 6 e galerias adjacentes

Horário: das 10 às 20 horas, no dia 7 (sexta-feira); das 10 às 22 horas, no dia 8 (sábado); e das 10 às 19 horas, no dia 9 (domingo)

Em exposição: Peças & Sistemas; Tecnologias de Informação & Gestão; Estações de Serviço & Lavagem; Reparação & Manutenção; Acessórios & Customização

Perfil do visitante:O expoMECÂNICA é um salão profissional. O acesso faz-se mediante convite e os profissionais devem credenciar-se antes da sua visita. É interdita a entrada a menores de 14 anos.

Apoios:Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA), Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel (CEPRA), Asociación Autónoma de Empresarios de Talleres de Reparaciones de Vehículos de la Provincia de Pontevedra (ATRA), Asociación Provincial Reparación de Vehículos de La Coruña (APTCOR), Asociación Provincial de Talleres de Reparación de Vehículos de Ourense (ATAVE) e Asociación Provincial de Reparación y Venta de Automóviles y Recambios – Lugo (APREVAR).

Media partners: Turbo Oficina, Turbo Oficina Pesados, Jornal das Oficinas, Revista dos Pneus, Revista Pós-Venda, Vida Económica – Suplemento da ARAN, Revista da ANECRA, Revista Eurotransporte, Eurotransporte TV, Jornal de Notícias, O Jogo, TSF, Antena Minho, Correio do Minho, i9 Magazine, IPCM Ibérica.