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Transição Energética

Um caminho cada vez mais verde e sustentável sem comprometer os desígnios de operacionalidade e boa gestão de custos.

Na Europa, que é talvez o Continente que está mais avançado na transição energética, sabemos que 30% das emissões de CO2 vêm dos carros onde nos movemos, dos veículos que transportam os produtos que consumimos, dos aviões que nos levam a viajar e dos barcos que abastecem as nossas economias. Sabemos também que até 2050, daqui a 29 anos, a União Europeia deverá atingir a neutralidade climática, pelo que irá levar a cabo uma série de iniciativas destinadas a proteger o ambiente e a impulsionar a economia verde. É esta meta e as medidas decididas para a implementar que dão corpo ao European Green Deal.

Após o anúncio do European Green Deal, assistimos a uma crescente unificação de objetivos na União Europeia em matéria de transição energética. No entanto, com o crescimento das economias e o aumento da globalização, a mobilidade foi também crescendo.

Nesse sentido, assistimos a um crescente interesse pelos veículos elétricos, mas que acaba por ter resultados práticos ainda pouco significativos devido a condicionantes externas ao mercado das energias. Esta solução implica uma migração massiva de um parque automóvel com idades médias de mais de 12 anos para equipamentos de tecnologia nova, requerendo igualmente infra-estrutura nova, novos hábitos de consumo e um custo antes de impostos que ainda é elevado. Neste momento, o setor da mobilidade elétrica conta já com apoios massivos, tanto por diretivas e incentivos europeus aos próprios construtores dos veículos como por medidas concretas de redução das emissões de CO2 ao nível de cada país. A verdade é que os efeitos se começam a ver nas ruas e nas notícias, mas o impacto em redução de CO2 e em consumo de energia pela mobilidade é ainda muito pequeno. Na PRIO, sabemos bem do que falamos – estamos ativos há mais de 12 anos em mobilidade elétrica, somos um dos principais players do mercado, e ainda assim o contributo desta área para os nossos próprios objetivos de transição energética ainda não é o ambicionado.

Por essa razão, torna-se claro que a ambicionada transição energética terá obrigatoriamente de passar por várias soluções e não uma só. Num sistema em transição mais lenta do que o esperado, mas com objetivos ambiciosos de redução das emissões de CO2, precisamos de considerar uma abordagem multifacetada a este problema, que contemple outras soluções, especialmente no curto e médio-prazo. Ao mesmo tempo, também não podemos atuar sobre esta problemática à custa da competitividade da nossa economia, motivo pelo qual devemos apostar em soluções que acrescentem valor ao país.

Na PRIO, pesando todas estas variáveis, apostámos já há 15 anos, na produção de biocombustíveis avançados e somos neste momento a maior produtora de biocombustíveis sustentáveis em Portugal e uma das maiores produtoras europeias de biodiesel a partir de matérias-primas residuais.

Atingir as metas da União Europeia é um desafio complexo e que, enquanto PRIO estamos apostados em conquistar e liderar.

Na bioenergia: além de diversos projetos de investigação em novas frentes de produção de biocombustíveis avançados sustentáveis, preparámos também produtos como o PRIO EcoDiesel, um substituto direto do gasóleo que está certificado pela Autoridade Tributária como elegível para Gasóleo Profissional. O EcoDiesel emite menos 18% de CO2 e foi no ano passado responsável por mais de 10 milhões de kms mais sustentáveis nas estradas portuguesas. Em 2019 lançámos o PRIO ZeroDiesel, um combustível equivalente ao gasóleo, com 0% de derivados de petróleo na sua composição e aplicável a grande parte das frotas de pesados nacionais. Este lançamento foi marcado pela parceria PRIO – CARRIS, com um projeto piloto que promoveu a utilização de ZERO Diesel como combustível de autocarros de uma das carreiras urbanas de Lisboa. Ao longo de quase um ano, foram consumidos 65 mil litros de ZERO Diesel e evitou-se a libertação de 135 toneladas de CO2 para a atmosfera. Após um piloto de sucesso, o projeto cresceu e a mobilidade sustentável chegou mais longe. Existem agora mais autocarros a circular a ZERO Diesel na cidade de Lisboa, movendo pessoas de forma mais ecológica.

Na mobilidade não rodoviária: entrámos este ano no segmento da energia para navios, e fizemo-lo com um produto pioneiro na Península Ibérica. O PRIO EcoBunkers, com 15% de biocombustíveis sustentáveis na sua composição, preparado para trabalhar com os navios mais exigentes. Com ele e com o combustível tradicional de bancas, tornámo-nos rapidamente num dos principais operadores deste segmento nos portos do Norte do país. 

Na mobilidade elétrica: embora estejamos a falar de uma solução cujo verdadeiro potencial manifestar-se-á a longo prazo, estamos apostados em fazer com que esse longo prazo demore o mínimo de tempo possível a chegar aos portugueses. Por isso, temos uma rede de postos de carregamento com abrangência nacional e promovemos o desenvolvimento de tecnologia no setor, em conjunto com os politécnicos nacionais, a fim de tornar este tipo de soluções cada vez mais convenientes e tecnologicamente avançadas. Neste momento, a PRIO conta já com 12 anos de experiência acumulada e cerca de 200 pontos de carregamento em Portugal.

No hidrogénio verde: temos em carteira três projetos de investimento nesta área, dois dos quais são parte da lista de projetos estruturantes da estratégia nacional para o setor, sendo candidatos a programas diversos de financiamento Europeu. Estamos convictos que, com estes investimentos poderemos numa primeira vertente, ajudar a acelerar a descarbonização no setor industrial, levando-a mais tarde também à mobilidade distribuída.

Temos equipas altamente qualificadas dedicadas a apoiar as grandes frotas nacionais a construir o seu caminho de descarbonização. Estas equipas foram treinadas para compreender todas as soluções disponíveis, e aconselhar os seus clientes quanto às melhores formas de descarbonizar sem comprometer os desígnios de operacionalidade e boa gestão de custos que qualquer operação de pesados exige. Estamos ao dispor daqueles que sentirem necessidade de apoio nesta frente.

Apesar de todas estas soluções que temos vindo a desenvolver, estamos conscientes de que ainda há muito trabalho a fazer. As pedras basilares da nossa estratégia para a transição energética estão lançadas e sabemos que o nosso caminho será cada vez mais verde e sustentável. Sabemos também que, enquanto país, poderemos ultrapassar confortavelmente os 20% de energias renováveis nos transportes a que nos propusemos chegar em 2030, fazendo esse caminho com soluções que ajudem a desenvolver economicamente o nosso país. O desafio é grande – vamos a ele, estamos prontos.